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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

UM GALO BRANCO PARA S. LUÍS

Recorrer a S. Luís para resolver o problema da fala tardia de uma criança é um costume que, embora com menos frequência, ainda se manifesta na ilha Terceira.

Não sei se esta tradição prevalece noutras paragens onde, em tempos idos, também era comum, apesar dos diferentes procedimentos.

Por exemplo no Cadaval, no século XIX, devia alguém, de preferência a mãe, pegar ao colo na criança com o atraso e gritar-lhe ao ouvido: “S. Luís, S. Luís: dai fala ao meu menino para eu saber o que ele diz”.

D. Francisco Manuel de Melo, (Lisboa, 23 de Novembro de 1608 – 24 de Agosto de 1666) perfeito conhecedor da vida popular portuguesa do sec. XVII diz na sua “Feira de annexins”, pag 97: “Ora você não falla? S. Luís dae falla ao menino”.

Em França Henri Gaidoz em “Un vieux rite medical” pag. 48, revela-nos o costume de fazer passar a criança de fala retardada debaixo do andor de S. Luís em procissão.

Na ilha Terceira o problema não se resolve com palavras: a criança não falará enquanto não for deixado na ermida própria um galo branco a S. Luís.