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terça-feira, 17 de agosto de 2010

GALA DE ENCERRAMENTO DO XXVI FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES - COFIT

Chegou ao fim o XXVI Festival Internacional de Folclore dos Açores. E bem pode dizer-se que fechou com chave d'ouro.
De facto o espectáculo de encerramento foi um deslumbramento. Aliada à qualidade dos grupos participantes, a organização do COFIT foi no mínimo excelente. É claro que este espectáculo é o culminar de uma semana repleta de outras manifestações, quiçá menos mediáticas, mas que, sabemos nós, são de importância vital para a apreciação que as instituições, nomeadamente o CIOFF, e os grupos fazem de todo o festival. E sentimos, mesmo quem não está próximo da organização como nós, sentimos, dizia, que todos os participantes deste Festival vão com a ilha Terceira, a sua gente e os Açores no coração. Sentimos isso na efusão da despedida. Sentimos isso na entrega às "performances" de cada grupo. Sentimos isso porque há emoções que não se podem esconder. E o povo, o imenso povo que enchia literalmente os milhares de lugares disponíveis na monumetal de Angra, não lhes regatearam aplausos, de pé e durante alguns minutos.

Portugal
Grupo Folclórico do Salão (Ilha do Faial) - Açores

Suécia
Folkdanslaget Viljan

Itália
Gruppo Folkloristico Città di Agrigento
Alemanha
Danzdeel Salzkotten

Portugal
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Glória do Ribatejo
Espanha
Grupo Folklorico Trebeyu

Polónia
Zespól Piesni i Tanca Szkoly Glównej Handlowej w Warszawie

Croácia
Zagrebacki Folklorni Ansambl

Portugal
Grupo Folclórico de Crastovães

Chipre
Gazimagusa Belediyesi Halk Danslari Toplulugu

Lituania
Vilniaus Pynimélis

U S A
Idaho Rocky Mountain Express
México
Ballet Folklorico Orizaba

Porto Rico
Ballet Folklórico Bellos Atardeceres


Parabéns ao COFIT!

Ate pr'ó ano!
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sábado, 14 de novembro de 2009

MAIS NADA FOI DECRETADO...


Títulos da cidade de Angra

Tendo sido esta cidade condecorada com o título de - "Mui nobre e sempre leal cidade de Angra" - pelos feitos heroícos praticados por seus fieís habitantes na restauração de Portugal em 1641, e tendo outrossim estas ilhas sido declaradas adjacentes ao Reino de Portugal por alvará de 26 de Fevereiro de 1771, e ultimamente contempladas como província do reino, §.1º, artigo 2º, título 1º da Carta Constitucional: há por bem esta Junta Provisória, encarregada de manter a legítima autoridade d'el-rei o Sr. D. Pedro IV, declarar em nome do mesmo Augusto Senhor, que todas as nove ilhas dos Açores são uma só e única província do reino, e que esta cidade de Angra é a capital da província dos Açores. As autoridades a quem competir assim o tenham entendido, cumpram e façam cumprir: e o Secretário dos Negócios Interinos faça dirigir cópia deste decreto às estações competentes e autoridades na forma do estilo.

Angra, 28 de Outubro de 1828. - Deocleciano Leão Cabreira - João José da Cunha Ferraz - José António Silva Torres. - Referendado: Alexandre Martins Pamplona.

sábado, 28 de março de 2009

CAPITAL DO DISTRITO


Neste dia do ano de 1836 foi publicado o decreto determinando que a ilha Terceira fosse, a partir de então, a capital do Distrito Central do arquipélago dos Açores.

sábado, 21 de março de 2009

ANGRA - DE VILA A CIDADE


Neste dia no ano da graça de 1534, por carta régia emanada em Évora e assinada pelo punho de El Rei D. João III, foi concedido o título de cidade à Vila de Angra.
Estava assim criada a primeira cidade açoriana. A sua localização geo-estratégica em relação às restantes ilhas fez dela a capital política e religiosa do arquipélago e, por duas vezes, capital do Reino.




sexta-feira, 8 de agosto de 2008

XXIV FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES


A grande festa do folclore está de volta aos Açores. Desta feita com o carimbo oficial do CIOF. O cartaz promete: 8 grupos internacionais representantes da República Checa, Colômbia, França, Hungria, Itália, Polónia, Sérvia e Espanha; 4 nacionais: Grupo Típico de Ançã, Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arcena, Rancho de Folclore e Etnografia "Os Ceifeiros da Bemposta" e, em representação da Região Autónoma, o Grupo Folclórico e Etnográfico "Ilha Morena" da Ilha do Pico.

A realização de um festival com esta envergadura numa região isolada no meio do Atlântico só é possível com muito trabalho da entidade organizadora - o COFIT que este ano comemora as bodas de prata -, dos seus colaboradores e, não menos importante, com o apoio indispensável de organismos oficiais e privados.

Faço votos para que, mais uma vez, o Festival seja um êxito e volte a ser considerado, por isso, de "O Melhor Festival de Folclore de Portugal".

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

EGO EM ALTA


Em Agosto último a revista canadiana “Islands” colocou a açoriana Ilha do Pico numa lista das 20 melhores ilhas do mundo para se viver a par das Penang (Malasia); Utila (Honduras); Aruba (Caraíbas); St.Kitts (Antilhas); Taveuni (Fiji); Union Island (St. Vicent e Grenadines); Norfolk island (Austrália); Isla Colon (Panamá); Gozo (Malta); Carriacou (Grenadines); Dominica (Caraíbas); Éfaté (Vanuatu); Nova Zelandia, Long island (Bahamas); Big Island (Hawai); Cedar Key (Florida, EUA); Grand Cayman; Negros Oriental (Filipinas); Vieques (Porto Rico). " (...) O clima é considerado ameno e nebuloso e é destacada a honestidade e amabilidade das pessoas da ilha. A paisagem da Vinha património mundial da UNESCO não é esquecida mas o grande destaque vai para a montanha. "É uma ilha que dispõe dos ares mais puros do planeta"

Agora vem a revista “National Geografic Travel” colocar os Açores em segundo lugar, numa lista de 111 ilhas e arquipélagos analisados sob o ponto de vista do equilíbrio entre a sua condição de destino turístico e o desenvolvimento sustentável. Para apuramento dessa classificação, que a publicação divulga anualmente, foram ouvidos 522 especialistas em turismo sustentável que registam os destinos em risco de sucumbir à pressão turística e os que conseguiram encontrar um equilíbrio.
“Um sítio maravilhoso”, “ambiente em boa forma” e “habitantes muito sofisticados” são apenas algumas das conclusões a que chegaram os especialistas para, numa pontuação de zero a cem, atribuírem ao arquipélago 84 pontos. “O ecossistema está em grande forma. As baleias são ainda uma visão comum. A cultura local é forte e vibrante. È comum ser convidado para casa das pessoas para jantar, ou ser recebido com uma refeição comunal durante um festival” são ainda argumentos determinantes para esta classificação.

Nestas duas classificações que fizeram engordar o meu ego, confesso, são comuns os itens em análise de onde sobressaem as avaliações às pessoas e à cultura. É, ao fim e ao cabo, um julgamento à nossa consciência colectiva e um reconhecimento, à escala planetária, da forma como temos trabalhado na preservação da nossa própria identidade.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

O COFIT E O FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES

Teve lugar no passado dia 18 de Agosto o espectáculo de encerramento do maior Festival de Folclore dos Açores, organizado pelo COFIT – Comité Organizador de Festivais da Ilha Terceira. A Praça Velha, cenário escolhido pelo terceiro ano consecutivo pela actual estrutura directiva do Festival, encheu-se de gente - mais de 1500 pessoas no dizer dos seus responsáveis - que, numa demonstração de apetência para este tipo de eventos, não regateou aplausos aos doze Grupos participantes.
Depois de alguns anos mais ou menos conturbados e de indefinições, em que as sucessivas direcções do Comité não puderam ou não souberam dar sequência aos bons auspícios dos primeiros anos, é de toda a justiça realçar e aplaudir o trabalho dos seus actuais responsáveis.
A questão fundamental é perceber como é que um festival de folclore nascido e criado no meio do Atlântico, nos Açores, contra todos os condicionalismos por demais conhecidos, conseguiu (com altos e baixos, é certo) sobreviver e, prestes a completar um quarto de século, demonstrar tamanha pujança. Esta questão é tão mais pertinente quando temos notícia de inúmeros festivais no continente, alguns deles carismáticos, que se vão afogando na sua própria saliva.
Claro que um empreendimento com a dimensão do evento deste ano não acontece do nada: tem atrás de si uma história, uma longa história, ela própria mais antiga do que o próprio festival.
Com efeito de 1 a 29 de Agosto de 1981 decorreram em Angra do Heroísmo, no Jardim Duque da Terceira, as “Primeiras Jornadas de Folclore da Ilha Terceira”, organizadas pelo realizador do programa “Nocturno 81” do Rádio Clube de Angra João Manuel Aranda e Silva. Neste evento participaram os Grupos Folclóricos Terceirenses: Doze Ribeiras, de Balhos e Cantares, Os Bravos, Canção Regional Terceirense e Sapateia Açoriana.
Sobre este acontecimento a imprensa escrita de então refere: “Foram enfim, jornadas que encheram de povo o jardim. Que agradaram a todos e até especialmente no último sábado – aos estrangeiros que por aqui passaram. A julgar pela opinião de todos os grupos é uma iniciativa a dar seguimento. E até porque não o embrião de um futuro festival de folclore?...” (DI de 1 de Set. de 1981).
No ano seguinte “Mais de duas mil e quinhentas pessoas encheram… a Praça de Touros de S. João, onde assistiram ao encerramento das Segundas jornadas Folclóricas Verão 82,… Em jeito de conclusão, merecem nota máxima estas jornadas. Porque se destinam a preservar a cultura popular e a aproximar o povo. …” (DI 24 de Agosto de 1982).
Depois do sucesso alcançado com estas Jornadas, embrião do Festival Internacional de Folclore dos Açores, manifestado sobretudo pela aderência popular, não era difícil adivinhar que este projecto, que crescia de audácia na mesma medida do entusiasmo dos seus colaboradores, tinha pernas para andar.
Porquê?
Porque o seu fundador e primeiro impulsionador, Aranda e Silva sugeria já uma estrutura básica e uma orgânica alicerçada em 5 aspectos fundamentais: 1- tinha objectivos; 2- percebia-se já uma organização directiva funcional; 3- tinha definido uma data de referência – 15 de Agosto – em torno da qual se construía todo o programa; 4- tinha em atenção questões de pormenor, tais como as condições de palco, de som, de cenário, etc; 5- tinha espírito crítico e de análise.
Por outro lado soube cultivar a ideia de que este seria o Festival de Folclore por excelência de todos os Grupos da Ilha, evitando-se assim a proliferação, vulgarização e a banalização dos festivais. Esse entendimento, que perdurou entre nós até há bem pouco tempo, não só conseguiu aquele objectivo como também concentrou nele todos os esforços e disponibilidades que fluíam dos próprios Grupos.

As expectativas criadas o ano passado e reforçadas com as deste ano de 2007, elevaram para bem mais alto a fasquia do Festival do próximo ano.
A eminente inclusão do Festival na lista do CIOF, batalha travada arduamente pela actual estrutura directiva do COFIT, vem dar outra responsabilidade aos seus organizadores. A concretizar-se, esta inclusão acontece por mérito próprio e não a troco de qualquer favor
O que queremos e fazemos votos é que, apesar das mudanças directivas que se irão verificar no COFIT num futuro próximo por via de eleições que estão marcadas para o fim deste ano, o próximo Festival Internacional de Folclore dos Açores mantenha a qualidade conseguida nos últimos três anos e continue a ser, (porque não dizê-lo?), “O Maior Festival de Folclore dos Açores" http://www.youtube.com/watch?v=2WNWgvPLhC8&eurl

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Conceitos 1


Na revista INSULA de Abril de 1932, o Dr. AGNELO CASIMIRO, distinto advogado e jornalista, nascido no continente mas, por motivos afectivos e laços familiares AÇOREANO confesso, e a pretexto da apresentação do livro de Gervásio Lima “POETAS E CANTADORES” levado à estampa no ano anterior pela EDITORA ANDRADE, dizia: “O folklore é, com efeito, um aspecto da vida intelectual dos povos, que tem merecido o interesse dos mais esclarecidos espíritos da humanidade, desde que MACPHERSON, os IRMÃOS GRIMM, HERDER e outros souberam encontrar nas manifestações da alma popular o mais precioso elemento para definir o “estro” específico de uma raça e as afinidades étnicas que as aproximam.”
Em Portugal, continua mais à frente o Dr. AGNELO CASIMIRO, foi GARRETT quem na luta formidanda do “romantismo” contra o “classicismo” soube fazer vingar e triunfar uma nova renascença da poesia nacional e popular, partindo do princípio de que “nenhuma cousa pode ser nacional se não é popular”. É ainda GARRETT que afirma com notável segurança e fé que quem não tem olhado senão à superfície da nossa literatura, quem cego do brilho clássico das nossas tantas epopeias, seduzido pela flauta mágica dos nossos bucólicos, entusiasmado pelo estro tão rico e variado dos inumeráveis poetas que, nos quartetos e tercetos sicilianos da elegia, da epístola e do soneto, rivalizam, e tantas vezes com vantagem com o próprio PETRARCHA... não crê, não suspeita, há-de ficar maravilhado de ouvir dizer, como eu quero dizer e provar no presente trabalho (O ROMANCEIRO) que ao pé, por baixo dessa aristocracia de poetas, que nem a viam talvez, andava, cantava, e nem com o desprezo morria, outra literatura que era a verdadeira nacional, a popular..."