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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

CANTAR OS REIS


Este ano foi assim!

Diferente mas sempre fidelizados à matriz tradicional.

Bons anos!


SAÚDE




Copos ao alto e votos renovados de muita saúde e felicidades.



foto: BAGOS D'UVA


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CANTAR OS REIS


Rancho de "reises" do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense.

"A ver se o menino mija" desde 1991!

Hoje, dia de Reis, a bater a outras portas e a desejar os "bons anos".





quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

À VOSSA SAÚDE...

(Postal dos CTT - anos 40 do séc. XX)

... e com votos de um Bom Ano, voltamos hoje a cantar os Reis à porta de alguns amigos, dando assim continuidade a uma tradição que (ainda) não se perdeu.



terça-feira, 29 de dezembro de 2009

NATAL DOS SIMPLES

...ou uma forma simples de desejar

"BOM NATAL!"

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

BOAS FESTAS

Anda por aí um velho de barbas brancas a querer tirar o lugar ao Menino Jesus. A mim ele não engana! Quem é que vai acreditar que um velho daqueles, ainda por cima com uma enorme barriga, possa entrar pelas chaminés para deixar os presentes nos sapatinhos. É mentira! Eu cá por mim continuo a acreditar é no Menino Jesus. E não me tenho safado nada mal. Há já uns sessenta anos que nos conhecemos e durante todo este tempo Ele nunca se esqueceu de me visitar.

Foi a Ele que eu fiz o meu pedido:" Ó meu Menino Jesus traz-me este ano muita paz, amor e saúde para todas as pessoas do mundo. Também te peço que comeces pelos pobres, pelos doentes, pelas vítimas da guerra, pelos meninos que não teem família, pelos desprotegidos, pelos sem abrigo, por todos aqueles que sofrem e, se por qualquer motivo não conseguires chegar à minha casa, não Te preocupes: eu tenho recebido de Ti muito mais do que mereço".

De tudo o que tenho recebido estão em lugar de destaque todos os meus amigos. É para eles que envio os meus votos de Boas Festas no espírito do autêntico Natal do Menino Jesus.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

VERSOS DE BOAS FESTAS - 7

BOAS FESTAS
Dos empregados de uma sapataria que, em vez de pedirem, organizaram uma rifa cuja receita reverte para a consoada.

Bilhete de uma dessas rifas:

Nº…… Preço $25 centavos

Sorteio de um elegante par de sapatos
de verniz para senhora

Esta vai por vós, senhores
Boas-Festas vimos dar,
Para a noite de Natal
Alguma coisa arranjar

Os rapazes da Sapataria da Moda

Fonte: Rev. Lusitana

VERSOS DE BOAS FESTAS - 6

BOAS FESTAS
De uma casa comercial (que “saúda a todos” – sem pedir a consoada, é claro)


SAUDAÇÃO

A Casa dos Gonçalves deseja
Aos Ex.mos Fregueses seus
Boas-Festas e que o ano lhes seja
Portador das venturas dos céus

Cá na terra só uma tereis:
-Comprar muito por pouco dinheiro,
E em novecentos e dezasseis
Só o Gonçalves será barateiro

Saud’á todos com preito egual,
Nas venturas d’um ridente provir;
De norte a sul de Portugal
Que os meus votos se façam sentir.

E do passado sentido me ufano
Saúdo a todos no primeiro do ano.

Cabanas, 1-1-1916 Casa dos Gonçalves


Fonte: Rev. Lusitana

VERSOS DE BOAS FESTAS - 5

BOAS FESTAS
De um carteiro que logrou quem lhe fizesse poesia mais complicada:


Não há verbo mais perfeito
Mais fácil de conjugar
Entre os verbos portugueses
Que o lindo verbo dar

Tem três letras, meu senhor,
A primeira diz que “dê”,
Com a segunda quem lê
Diz que “dá” seja o que for.
O “erre” não tem valor
Mas aqui não é defeito,
Até dá um certo jeito
Para entalar a vogal;
Hão-de convir, afinal,
“Não há verbo mais perfeito”

Eu bem sei que receber,
Apesar do comprimento,
Se conjuga num momento
Com muitíssimo prazer.
E se não vamos a ver:
Conjuguem dar os fregueses,
Quatro, cinco, vinte vezes,
Que eu conjugo o mais comprido
Porque ao outro está unido
Entre os verbos portugueses

Dá-se ao pé na contradança,
Dá-se de olho às raparigas,
Ao demónio dão-se figas,
A quem ama dá-se esp’rança.
Dá-se papinha à criança,
Dá-se a consoada ao carteiro,
Dá-se ao fole na falta de ar,
Dão-se agora as boas-festas,
Eis o verbo em coisas destas
Mais fácil de conjugar.

O carteiro Malheiro


Fonte: Rev. Lusitana

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

VERSOS DE BOAS FESTAS - 4

BOAS FESTAS
De um recoveiro (a quem roubaram uma capa por ocasião das festas a Sacadura Cabral e Gago Coutinho, após a travessia aérea do Atlântico)

Meus Senhores, o Freitas,
O emissário incansável,
Vem contar-vos (sorte dura!)
Que lhe roubaram a sua capa
Nos festejos do Sacadura

E para comemorar essa data,
Que para ele foi fatal,
Vem pedir que o ajudem
A comprar outra capa
Agora para o Natal.
Fonte: Rev. Lusitana

VERSOS DE BOAS FESTAS - 3

BOAS FESTAS
De um carteiro

É esta árdua missão
De Vos levar Boas notícias,
Por essas ruas além,
Levando cartas, jornais
E encomendas postais,
Sem se queixar de ninguém.

Quantas vezes no inverno
Por desgraça, ó Deus eterno!
Tremendo, todo molhado,
Volta a casa quase morto
Sem ter um golo de Porto
Para ficar mais animado

E depois ao outro dia,
Vai seguindo a romaria,
Para não faltar ao dever;
É por isso que o Araújo
Há muito quem tenha inveja
De tão bons amigos ter.

O carteiro Araújo


Fonte: Rev. Lusitana

VERSOS DE BOAS FESTAS - 2

BOAS FESTAS
De um funileiro

Cá está ele, o funileiro
Que todo o ano deita pingos,
Mas, segundo a nova lei
Nem mais um aos domingos.

É sempre de costume
Vir a criada apressada:
Deita-me aqui um pingo
Nesta panela furada

Sim, senhora, e porque não?
Estou pronto a satisfazer
Porque espero para o Natal
A consoada receber.


Fonte: Rev. Lusitana

sábado, 6 de dezembro de 2008

VERSOS DE BOAS FESTAS - 1

Era um costume antigo, nesta época do ano, os “carteiros, boletineiros, vendedores ou distribuidores de jornais, engraxadores, funileiros, os operários ou empregados das oficinas (de que se é freguês) etc.”, darem as “boas festas” e pedirem a consoada através de versos impressos. Os versos ou eram feitos pelo próprio interessado ou por pessoa entendida a quem ele recorresse.
De uma colecção destes versos, recolhidos e publicados por Cláudio Basto, vou transcrever alguns a partir de hoje:

BOAS FESTAS
(De um engraxador)

Neste viver desgraçado
Em que a vida é cruel
Vem um pobre escorraçado
Mendigar para o farnel

Limpo botas e sapatos
É a minha profissão;
Tapo todos os buracos
Fica tudo na perfeição

Não pode levar a mal
Com a minha exigência,
De na festa do Natal
Cumprimentar Vª. Exª.

Raimundo engraxador

Fonte: Rev. Lusitana

domingo, 6 de janeiro de 2008

CANTAR OS REIS

Nesta época Natalícia e, segundo os organizadores, para se cumprir a tradição, vão realizar-se um pouco por todo o país as “cantatas de reis”. Estes eventos anunciados para se realizarem em salões de festas de sociedades recreativas, pavilhões polivalentes, sedes de juntas de freguesia, ginásios das escolas, auditórios, etc. ou tão só em forma de desfile pelas ruas principais das freguesias, vilas ou cidades são, quanto a nós, mais uma a juntar a tantas outras formas de se acabar definitivamente com a verdadeira “tradição de cantar os reis”.
“Cantar os reis” tem, como qualquer outra actividade da cultura popular, um tempo, um espaço e uma função própria.
O tempo é este, em que se comemora o nascimento de Jesus e que vai desde 25 de Dezembro até 6 de Janeiro, tradicionalmente o dia de Reis. A importância deste dia conferiu-lhe, durante muitos anos, o estatuto de “dia Santo”, logo dia feriado. Em muitos países é ainda este o dia mais importante da celebração do Natal.
Nalgumas localidades o cíclo Natalício só termina a 2 de Fevereiro, dia dedicado à luz, às estrelas ou às candeias. Dia em que a liturgia Católica comemora Nossa Senhora das Candeias ou da Candelária. Tradicionalmente era também durante este período que se realizavam as matanças do porco. Assim os ranchos de Reis tanto saíam para cantar loas ao “menino Jesus” como para enaltecer os “toucinhos” de uma matança. As toadas com que o faziam eram em todo semelhantes na estrutura, embora com variantes melódicas para cada uma das funções.
Os espaços em que se movimentavam estes ranchos eram as casas dos amigos e dos familiares em visitas, quase sempre de surpresa, para provar a “mija do menino”, ou no caso das matanças, para se avaliar e comparar os predicados do “porco”. Daí que a função desta manifestação fosse essencialmente social.
E hoje? Não será possível continuar a tradição sem a desvirtuar nestes princípios? Claro que sim. É perfeitamente possível. É o que temos feito de há 15 anos a esta parte, de uma forma pioneira e que, felizmente, tem motivado o aparecimento de outros ranchos: continua a celebrar-se o Natal e a haver matanças do porco; continua a haver amigos e a realizarem-se visitas; apesar dos tempos, o homem continua a ser “animal” social. Assim a tradição, a verdadeira tradição, não está, aparentemente, em perigo de se perder. A não ser que os poderes percam por completo o juízo e teimem em continuar a “meter a foice em seara alheia”.