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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

XX FESTA DA VINHA E DO VINHO DOS BISCOITOS

FERNANDO PESSOA, bebendo um copo de vinho na Adega de Abel Pereira da Fonseca, em Campo de Ourique, Lisboa, em 1929.


Boa é a vida, mas melhor é o vinho.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

XX FESTA DA VINHA E DO VINHO DOS BISCOITOS

PROGRAMA




Sexta-Feira, 2 de Setembro de 2011

-21h00 - Colóquio “A Saúde e o Vinho” pela Dra. Cláudia Meneses (nutricionista).
Seguir-se-á um “Biscoitos d’Honra” com o patrocínio da Casa Agrícola Brum e Animação Musical.

Sábado, 3 de Setembro de 2011

“Vamos vindimar”
-14h30 – Saída do Museu do Vinho para a vinha;
-15h30 – Carregamento das uvas e regresso ao Museu do Vinho;
-16h00 – Pisa das uvas;
-16h30 – Bênção e prova do mosto;
-17h00 – Jantar dos Vindimadores;
-18h00–Baile e animação musical.

Confecção do Jantar, Baile e Animação Musical a cargo do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense.

NOTA : A entrada no recinto do “Jantar dos Vindimadores” será permitida apenas a quem possuir uma taladeira (peça de barro que estará à venda no local).

Uma óptima sugestão para o primeiro fim de semana de Setembro.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

XX FESTA DA VINHA E DO VINHO DOS BISCOITOS



Já em preparação a XXª edição da festa que celebra a vinha e o vinho dos Biscoitos. Com o habitual empenho e alegria dos homens e mulheres do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense; com a incomensurável disponibilidade da Casa Agrícola Brum; e com o apoio, desde o primeiro minuto, da Fundação INATEL.

Uma óptima sugestão para o primeiro fim de semana de Setembro.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

UM ANO DEPOIS

Precisamente um ano depois estou de volta!

Novamente com Festival Internacional de Folclore dos Açores, agora na sua XXVIIª edição, e na confirmação do estatuto de "melhor festival de folclore de Portugal".

Esta classificação, sem carácter oficial, é resultante da análise de vários aspectos que, parecendo menores, vão muito para além do grande espectáculo de encerramento. A avaliação, sendo feita pelos próprios grupos que, habituados como estão a participar em eventos similares, é insuspeita e isenta. O público, por sua vez, revela o seu veredicto através da adesão aos eventos que vão sendo realizados ao longo de uma semana e que culmina com a grande gala na Praça de Touros Ilha Terceira que, este ano, registou novamente uma enchente numa noite em que não se se regatearam aplausos aos participantes.


O Festival Internacional de Folclore dos Açores atingiu, quanto a nós, um patamar que é dificilmente ultrapassável. A sua dimensão é também, quanto a nós, insustentável. Embora o modelo esteja definido é preciso ter alguns cuidados com o número de grupos participantes e com a origem dos mesmos, sob pena de cansar e afastar espectadores.


Parabéns COFIT!



terça-feira, 17 de agosto de 2010

GALA DE ENCERRAMENTO DO XXVI FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES - COFIT

Chegou ao fim o XXVI Festival Internacional de Folclore dos Açores. E bem pode dizer-se que fechou com chave d'ouro.
De facto o espectáculo de encerramento foi um deslumbramento. Aliada à qualidade dos grupos participantes, a organização do COFIT foi no mínimo excelente. É claro que este espectáculo é o culminar de uma semana repleta de outras manifestações, quiçá menos mediáticas, mas que, sabemos nós, são de importância vital para a apreciação que as instituições, nomeadamente o CIOFF, e os grupos fazem de todo o festival. E sentimos, mesmo quem não está próximo da organização como nós, sentimos, dizia, que todos os participantes deste Festival vão com a ilha Terceira, a sua gente e os Açores no coração. Sentimos isso na efusão da despedida. Sentimos isso na entrega às "performances" de cada grupo. Sentimos isso porque há emoções que não se podem esconder. E o povo, o imenso povo que enchia literalmente os milhares de lugares disponíveis na monumetal de Angra, não lhes regatearam aplausos, de pé e durante alguns minutos.

Portugal
Grupo Folclórico do Salão (Ilha do Faial) - Açores

Suécia
Folkdanslaget Viljan

Itália
Gruppo Folkloristico Città di Agrigento
Alemanha
Danzdeel Salzkotten

Portugal
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Glória do Ribatejo
Espanha
Grupo Folklorico Trebeyu

Polónia
Zespól Piesni i Tanca Szkoly Glównej Handlowej w Warszawie

Croácia
Zagrebacki Folklorni Ansambl

Portugal
Grupo Folclórico de Crastovães

Chipre
Gazimagusa Belediyesi Halk Danslari Toplulugu

Lituania
Vilniaus Pynimélis

U S A
Idaho Rocky Mountain Express
México
Ballet Folklorico Orizaba

Porto Rico
Ballet Folklórico Bellos Atardeceres


Parabéns ao COFIT!

Ate pr'ó ano!
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

À NOITE, NA PRAÇA VELHA

O coração de Angra tem batido, nas últimas noites, ao ritmo da música popular por modo da "VI Feira de Artesanato e Sabores Tradicionais", integrada no programa do "XXVI Festival Internacional de Folclore dos Açores".

Este modelo tem o mérito de servir de aperitivo para o prato principal do "festival" que é, sem sombra de dúvida, a gala de encerramento e permite a todos os "grupos de folclore" locais apresentarem o resultado do seu trabalho ao longo de um ano, não só na vertente da dança "folclórica" como também no desenvolvimento de actividades ligadas ao artesanto e à gastronomia.

Noites agradáveis estas na Praça Velha com excelente correspondência de público e sorrisos a rodos.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

XXVI FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES


O XXVI Festival Internacional de Folclore dos Açores teve ontem o seu início com a cerimónia do astear das bandeiras dos países participantes e terá o seu terminus no próximo dia 14.
Eis o programa:


Terça, 10 / Agosto / 2010
11h00 - Cerimónia protocolar de boas-vindas pelo Governo Regional do Açores Local: Palacete Silveira e Paulo
15h30: Exibição de grupos em Instituições de Solidariedade Social Local: Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo
19h45: Exibição de grupos no Centro Comunitário Americano Local: Base Aérea das Lajes 22h00: Exibição de grupos no Porto Judeu Local: Freguesia do Porto Judeu
22h00: Exibição de grupos nas Festas de São Mateus Local: Freguesia de São Mateus
22h00: Exibição de grupos em São Bartolomeu Local: Terreiro de São Bartolomeu
15h30: Exibição de grupos em Instituições de Solidariedade Social - Local: Centro Social de São Bento
15h30: Exibição de grupos em Instituições de Solidariedade Social - Local: Centro Comunitário das Vila das Lajes


Quarta, 11 / Agosto / 2010
15h30: “Oficinas de Dança e Música” Local: Praça Velha
20h30: “Gala Internacional Sénior – Angra do Heroísmo” Local: Teatro Angrense


Quinta, 12 / Agosto / 2010
14h30: Festa Campera Local: Tentadero da Terra-chã
20h30: “Gala Internacional Sénior – Praia da Vitoria” Local: Praia da Vitória


Sexta, 13 / Agosto / 2010
22h00: “Desfilando e Bailando” Local: Rua da Sé e Praça Velha


Sábado, 14 / Agosto / 2010
11h00: Cerimónia protocolar de boas-vindas pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo Local: Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
12h00: Celebração Ecuménica Local: Sé Catedral de Angra do Heroísmo
21h00: “XXVI FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES” Local: Praça de Toiros da Ilha Terceira.


Pelo que temos visto, mais um festival a honrar o prestígio do COFIT.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A LIÇÃO

foto roubada a "Bagos d'Uva"

O Grupo Folclórico Fontes da Nossa Ilha – GFFNI- completou, recentemente, 25 anos de actividade, comemorando assim as suas “bodas de prata”.

Se a efeméride se tivesse resumido à simples lembrança da data, com uma palestra, um comes e bebes da praxe e um artigo para os jornais com uma foto do grupo, sobejaria a palavra “parabéns” e eventualmente os desejos de “outros tantos anos de vida”. Mas o que aconteceu obriga-nos, por uma questão de justiça e pudor, a dizer mais duas ou três palavras.

Logo a primeira com um pedido de desculpas pelo facto de, e apesar de atempadamente ter-mos recebido convite para participar na festa do Divino Espírito Santo de 16 a 23 de Maio, imperativos que não interessam aqui, impediram-nos de estar presentes. Certamente que ficamos nós a perder.

Confesso que as expectativas criadas não eram, também, muito elevadas e, excepção feita às duas palestras agendadas, primeiro pela matéria e, sobretudo, pelo orador Padre Hélder, estudioso e profundo conhecedor da temática do Espírito Santo, o restante, pensava-mos nós, seria igual a tantas outras mordomias e “brianças” para as quais temos sido convidados.

Diariamente, mercê de um trabalho (excelente, diga-se) de informação que nos foi proporcionado de forma apaixonada pelo blog “Bagos d’Uva”, que fez o acompanhamento de todos os momentos desta semana especial, fomos tendo a percepção que afinal estávamos enganados.

O que o GFFNI se propunha fazer era, afinal, muito mais do que preencher uma semana com uma mordomia banal.
O que o GFFNI se propunha fazer, e estava fazendo com o envolvimento e orgulho da comunidade onde está inserido, era trazer de volta aos olhos de todos, os verdadeiros valores da Festa e a beleza de todo o cerimonial, fazendo de cada pormenor o seu ponto alto.
O que o GFFNI se propunha fazer, e estava fazendo era, afinal, trocar o trabalho fácil de fazer a Festa “comprando tudo feito” por muito trabalho feito com muito saber, amor e paixão.
O que o GFFNI se propunha fazer e estava fazendo a cada dia que passava, era mostrar a todos que a Festa, a autentica, é ainda possível com toda a sua riqueza cerimonial e com a preservação de todos os seus valores.
A dignidade posta em cada uma dos momentos da Festa foi sinónima do respeito pela sua simbologia: desde o receber as “insígnias”, a sua colocação em lugar previamente decorado, o terço participado, a abundância e apresentação da “mesa” para as visitas, o ir buscar o vinho, o preparar as flores para os bezerros, a folia que culmina com a bênção do gado pelos seus criadores, a “amassadura” e cozedura do pão e da “massa”, a ceia dos criadores, a partilha permanente, e entreajuda espontânea, a alegria saudável, as sopas, a organização do cortejo da “coroação”, com a entrega das “insígnias” com as devidas distinções, a cerimónia da “coroação”, o bodo, o pão, o vinho, o regresso, a entrega de esmolas, a função, o regresso ao “império”, o arraial, enfim, tudo o que o GFFNI se propôs fazer, fê-lo como deve ser feito e provou, assim, que pode ser feito sem ter que se recorrer aos efeitos perniciosos de uma representação “folclórica”.
O que o GFFNI fez, sem grandes alaridos e parangonas, foi dar uma lição de como se deve trabalhar e dinamizar a cultura popular, evitando a todo o custo a sua “folclorização”.

O “folclore” é um fóssil da cultura popular (que o Divino Espírito Santo me proteja!).

O que nós sempre defendemos, e por vezes de uma forma solitária, é uma cultura popular viva, em que todos se revejam e se identifiquem com ela, sem adereços de faz de conta, sem medos de parecer fora de moda, num esforço permanente de a alimentar com o nosso empenho desinteressado, utilizando-a em nosso proveito e prazer sem a desvirtuar, partilhando-a sem preconceitos e deixando-a orgulhosamente como uma herança digna e apetecível aos nossos vindouros.

O que o GFFNI fez durante a semana de 16 a 23 de Maio de 2010 foi, com muita humildade, dar o seu contributo.

Que todos saibam, ao menos, tirar o proveito desta eloquente Lição!
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

O DIA MUNDIAL DA DANÇA

Aconteceu no passado dia 7, no grande auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, um espectáculo alusivo ao Dia Mundial da Dança.
De entre as várias formas e estilos de dança, a organização entendeu incluir o "folclore". Embora receosos da reacção do público a esta "provocação", o resultado final veio dar crédito a quem acreditava e acreditou na aposta.
Quanto a nós, que aceitamos o desafio, julgamos ter dignificado a "dança" no seu conceito global, sem desvirtuar as particularidades deste "estilo".

Como enquadramento da nossa apresentação produzimos e demos a ler o seguinte texto:

O RITMO e o GESTO – dois elementos básicos da dança - foram o meio a que o homem primitivo, muito naturalmente, se serviu para dialogar, orar, trabalhar e comunicar.

Surgida assim por razões orgânicas e espirituais, a dança passou a ter motivações de ordem sensorial, religiosa, metafísica e social.

Historicamente as danças de sedução, as danças sagradas e as danças de diversão surgiram e desenvolveram-se em paralelo, integradas nas actividades de trabalho, no diálogo de amor, no ritual ou nos vários rituais do grupo social primitivo. Elas passaram a estar presentes em quase todos os instantes da vida do clã e da tribo – nos momentos de alegria ou tristeza, de vitória ou de derrota, de perplexidade e de temor.
E do ritual à festa é um passo, até porque, em muitos aspectos, ritual e festa se confundem.

Povoados por homens e mulheres oriundos, na sua maior parte, do continente português, mas também do norte e centro da Europa, os Açores estiveram, desde o seu povoamento, expostos a influências culturais externas de tal grandeza cuja marca permanece de forma indelével nas diferentes manifestações da sua cultura popular, onde se incluí, obviamente, a música e a dança.

A gama de funções cumpridas pela música e pela dança, na vida social açoriana, não se resume ao simples entretenimento. Antes porém tem um papel integrador e de atenuamento de conflitos.
Dançar é aqui, como em todo o lado, um acto eminentemente social onde a comunidade se empenha e se exprime como tal.
Não só os que dançam na roda, os que cantam e os que tem a responsabilidade do acompanhamento musical, mas também quem, em redor, sente como sua a beleza melódica de uma “Charamba” a sensibilidade de uns “Olhos Pretos” ou a alegria de uma “Chamarrita”.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Conceitos 1


Na revista INSULA de Abril de 1932, o Dr. AGNELO CASIMIRO, distinto advogado e jornalista, nascido no continente mas, por motivos afectivos e laços familiares AÇOREANO confesso, e a pretexto da apresentação do livro de Gervásio Lima “POETAS E CANTADORES” levado à estampa no ano anterior pela EDITORA ANDRADE, dizia: “O folklore é, com efeito, um aspecto da vida intelectual dos povos, que tem merecido o interesse dos mais esclarecidos espíritos da humanidade, desde que MACPHERSON, os IRMÃOS GRIMM, HERDER e outros souberam encontrar nas manifestações da alma popular o mais precioso elemento para definir o “estro” específico de uma raça e as afinidades étnicas que as aproximam.”
Em Portugal, continua mais à frente o Dr. AGNELO CASIMIRO, foi GARRETT quem na luta formidanda do “romantismo” contra o “classicismo” soube fazer vingar e triunfar uma nova renascença da poesia nacional e popular, partindo do princípio de que “nenhuma cousa pode ser nacional se não é popular”. É ainda GARRETT que afirma com notável segurança e fé que quem não tem olhado senão à superfície da nossa literatura, quem cego do brilho clássico das nossas tantas epopeias, seduzido pela flauta mágica dos nossos bucólicos, entusiasmado pelo estro tão rico e variado dos inumeráveis poetas que, nos quartetos e tercetos sicilianos da elegia, da epístola e do soneto, rivalizam, e tantas vezes com vantagem com o próprio PETRARCHA... não crê, não suspeita, há-de ficar maravilhado de ouvir dizer, como eu quero dizer e provar no presente trabalho (O ROMANCEIRO) que ao pé, por baixo dessa aristocracia de poetas, que nem a viam talvez, andava, cantava, e nem com o desprezo morria, outra literatura que era a verdadeira nacional, a popular..."