Mostrar mensagens com a etiqueta COFIT. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta COFIT. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

UM ANO DEPOIS

Precisamente um ano depois estou de volta!

Novamente com Festival Internacional de Folclore dos Açores, agora na sua XXVIIª edição, e na confirmação do estatuto de "melhor festival de folclore de Portugal".

Esta classificação, sem carácter oficial, é resultante da análise de vários aspectos que, parecendo menores, vão muito para além do grande espectáculo de encerramento. A avaliação, sendo feita pelos próprios grupos que, habituados como estão a participar em eventos similares, é insuspeita e isenta. O público, por sua vez, revela o seu veredicto através da adesão aos eventos que vão sendo realizados ao longo de uma semana e que culmina com a grande gala na Praça de Touros Ilha Terceira que, este ano, registou novamente uma enchente numa noite em que não se se regatearam aplausos aos participantes.


O Festival Internacional de Folclore dos Açores atingiu, quanto a nós, um patamar que é dificilmente ultrapassável. A sua dimensão é também, quanto a nós, insustentável. Embora o modelo esteja definido é preciso ter alguns cuidados com o número de grupos participantes e com a origem dos mesmos, sob pena de cansar e afastar espectadores.


Parabéns COFIT!



terça-feira, 17 de agosto de 2010

GALA DE ENCERRAMENTO DO XXVI FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES - COFIT

Chegou ao fim o XXVI Festival Internacional de Folclore dos Açores. E bem pode dizer-se que fechou com chave d'ouro.
De facto o espectáculo de encerramento foi um deslumbramento. Aliada à qualidade dos grupos participantes, a organização do COFIT foi no mínimo excelente. É claro que este espectáculo é o culminar de uma semana repleta de outras manifestações, quiçá menos mediáticas, mas que, sabemos nós, são de importância vital para a apreciação que as instituições, nomeadamente o CIOFF, e os grupos fazem de todo o festival. E sentimos, mesmo quem não está próximo da organização como nós, sentimos, dizia, que todos os participantes deste Festival vão com a ilha Terceira, a sua gente e os Açores no coração. Sentimos isso na efusão da despedida. Sentimos isso na entrega às "performances" de cada grupo. Sentimos isso porque há emoções que não se podem esconder. E o povo, o imenso povo que enchia literalmente os milhares de lugares disponíveis na monumetal de Angra, não lhes regatearam aplausos, de pé e durante alguns minutos.

Portugal
Grupo Folclórico do Salão (Ilha do Faial) - Açores

Suécia
Folkdanslaget Viljan

Itália
Gruppo Folkloristico Città di Agrigento
Alemanha
Danzdeel Salzkotten

Portugal
Rancho Folclórico da Casa do Povo de Glória do Ribatejo
Espanha
Grupo Folklorico Trebeyu

Polónia
Zespól Piesni i Tanca Szkoly Glównej Handlowej w Warszawie

Croácia
Zagrebacki Folklorni Ansambl

Portugal
Grupo Folclórico de Crastovães

Chipre
Gazimagusa Belediyesi Halk Danslari Toplulugu

Lituania
Vilniaus Pynimélis

U S A
Idaho Rocky Mountain Express
México
Ballet Folklorico Orizaba

Porto Rico
Ballet Folklórico Bellos Atardeceres


Parabéns ao COFIT!

Ate pr'ó ano!
.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

À NOITE, NA PRAÇA VELHA

O coração de Angra tem batido, nas últimas noites, ao ritmo da música popular por modo da "VI Feira de Artesanato e Sabores Tradicionais", integrada no programa do "XXVI Festival Internacional de Folclore dos Açores".

Este modelo tem o mérito de servir de aperitivo para o prato principal do "festival" que é, sem sombra de dúvida, a gala de encerramento e permite a todos os "grupos de folclore" locais apresentarem o resultado do seu trabalho ao longo de um ano, não só na vertente da dança "folclórica" como também no desenvolvimento de actividades ligadas ao artesanto e à gastronomia.

Noites agradáveis estas na Praça Velha com excelente correspondência de público e sorrisos a rodos.
.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

XXVI FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES


O XXVI Festival Internacional de Folclore dos Açores teve ontem o seu início com a cerimónia do astear das bandeiras dos países participantes e terá o seu terminus no próximo dia 14.
Eis o programa:


Terça, 10 / Agosto / 2010
11h00 - Cerimónia protocolar de boas-vindas pelo Governo Regional do Açores Local: Palacete Silveira e Paulo
15h30: Exibição de grupos em Instituições de Solidariedade Social Local: Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo
19h45: Exibição de grupos no Centro Comunitário Americano Local: Base Aérea das Lajes 22h00: Exibição de grupos no Porto Judeu Local: Freguesia do Porto Judeu
22h00: Exibição de grupos nas Festas de São Mateus Local: Freguesia de São Mateus
22h00: Exibição de grupos em São Bartolomeu Local: Terreiro de São Bartolomeu
15h30: Exibição de grupos em Instituições de Solidariedade Social - Local: Centro Social de São Bento
15h30: Exibição de grupos em Instituições de Solidariedade Social - Local: Centro Comunitário das Vila das Lajes


Quarta, 11 / Agosto / 2010
15h30: “Oficinas de Dança e Música” Local: Praça Velha
20h30: “Gala Internacional Sénior – Angra do Heroísmo” Local: Teatro Angrense


Quinta, 12 / Agosto / 2010
14h30: Festa Campera Local: Tentadero da Terra-chã
20h30: “Gala Internacional Sénior – Praia da Vitoria” Local: Praia da Vitória


Sexta, 13 / Agosto / 2010
22h00: “Desfilando e Bailando” Local: Rua da Sé e Praça Velha


Sábado, 14 / Agosto / 2010
11h00: Cerimónia protocolar de boas-vindas pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo Local: Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
12h00: Celebração Ecuménica Local: Sé Catedral de Angra do Heroísmo
21h00: “XXVI FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES” Local: Praça de Toiros da Ilha Terceira.


Pelo que temos visto, mais um festival a honrar o prestígio do COFIT.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

INSTRUMENTOS MUSICAS DO MUNDO - O HARDENGER

O “hardanger” é um instrumento de corda friccionada tradicional da Noruega.
De aspecto muito semelhante ao violino tem, para além das quatro cordas padrão deste, quatro ou cinco cordas denominadas “understrings” ou “cordas simpáticas” que ressoam sob a influência daquelas, proporcionando uma agradável ressonância. Na sua decoração são usados motivos zoomórficos, normalmente um dragão, o leão da Noruega ou, não raras vezes, uma cabeça de mulher como remate do braço. São também utilizadas incrustações de madre pérola sobre a escala e decorações a tinta preta – rosing – no corpo do instrumento.
Vimo-lo recentemente tocado pelo representante norueguês no XXV Festival de Folclore dos Açores o grupo Strilaringen de Nordhordland.

Ao contrário de muitos outros países europeus, a Noruega possui uma tradição continuada de música folclórica, passada de geração para geração não havendo, por isso, qualquer necessidade de um re-despertar para este tipo de música.
A música folclórica norueguesa, tanto vocal como instrumental, é normalmente executada por solistas. A música instrumental é tocada geralmente no violino ou no violino de Hardanger, sendo este último considerado o instrumento nacional da Noruega. Possui uma bela decoração e é construído de forma um pouco diferente da de um violino vulgar. Os peritos discordam quanto ao facto de o violino de Hardanger ter evoluído a partir do violino ou de instrumentos de corda medievais. Entre outros instrumentos tradicionais de música folclórica usados na Noruega contam-se a harpa do judeu (munnharpe), várias flautas, o chifre de carneiro (bukkehorn), o chifre de madeira (lur) e a cítara norueguesa (langeleik). Alguns destes instrumentos têm origens muito antigas. Embora alguma da música folclórica norueguesa seja também muito antiga, uma grande parte do repertório teve origem apenas no século XIX. O repertório instrumental divide-se normalmente pelos mais recentes tipos de música de dança tradicional, influenciada pela Europa central (gammaldans), tais como valsas, reinlenders e polcas, e os tipos mais antigos (bygdedans) como a springar, a gangar e a lyarslått (conhecidas internacionalmente pelos seus nomes noruegueses). O uso de cordas de bordão no violino de Hardanger tradicional, combinado com o recurso a grande número de afinações, confere à música uma rica variedade de harmonias tonais. Esta circunstância serviu de fonte de inspiração para vários compositores noruegueses, incluindo o famoso Edvard Grieg.
Todos os anos se organizam dois concursos nacionais. O Festival Nacional de Música de Dança Folclórica é um concurso de gammeldans, enquanto que o Concurso Nacional de Música Tradicional abarca a mais antiga tradição bygdedans de toque de violino e cantares, dança folclórica e domínio de instrumentos mais antigos de música folclórica. Outros locais relevantes onde o público e os músicos folclóricos se reúnem incluem o Festival de Música Folclórica de Førde, o Festival Internacional de Música Folclórica de Telemark, em Bø, e o Festival Jørn Hilme, em Valdres.

Fonte: Centro de Informação Musical da Noruega / The Norwegian Traditional Music and Dance Association


terça-feira, 18 de agosto de 2009

XXV FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES - REPRESENTAÇÕES

O público que lotou os lugares disponíveis na Monumental de Angra do Heroísmo na noite de sábado, dia 15 de Agosto, na Gala de Encerramento do XXV Festival Internacionl de Folclore dos Açores, foi um digno representante do povo da Terceira.



Açores
Grupo Folclórico da Casa do Povo de Santo Espírito - Santa Maria

Noruega


Turquia


Grécia


Portugal
Rancho Folclórico da Freguesia da Lapa


Eslováquia


França

Roménia


Portugal
Grupo Etnográfico Rusga de Joane


Paraguai


Filipinas


Espanha

domingo, 16 de agosto de 2009

XXV FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES - ENCERRAMENTO

Excelente!

É o único adjectivo que me ocorre para definir o espectáculo de encerramento do “XXV Festival Internacional de Folclore dos Açores”, organizado pelo COFIT que, na noite do último sábado ocorreu na Monumental de Angra do Heroísmo.
Se à partida, e tal como já anteriormente tínhamos afirmado, os oito Grupos estrangeiros e os três nacionais que iriam participar nos davam garantias de qualidade, as expectativas não saíram defraudadas. Diria mesmo que foram ultrapassadas.
Cumprindo o horário, aliás como tem sido apanágio desta organização, o espectáculo começou com uma de duas novidades, catalogadas de “surpresas”: a execução de dois temas populares da ilha Terceira – lira e os olhos pretos – por uma orquestra composta por músicos de todos os Grupos participantes. Os arranjos, a coordenação e direcção de orquestra estiveram a cargo de José João Silva. O resultado foi surpreendente e fez eclodir a primeira grande ovação da noite.
Seguiram-se as exibições de todos os grupos participantes que, sem excepção, receberam do público – cerca de cinco mil espectadores – calorosos e justos aplausos.
Para encerrar com chave de ouro a segunda “surpresa” da noite: uma dança, a que chamaram da “alegria”, com pares de dançarinos de todos os Grupos participantes. Foi um momento empolgante e emocionante que tocou fundo a todos os que tiveram o privilégio de assistir.
Parabéns ao COFIT, ao seu presidente Dr. Cesário Pereira e a toda a equipa que coordena pelo excelente trabalho que têm vindo a desenvolver na organização do Festival Internacional de Folclore dos Açores que, salvo pequenos detalhes de pormenor, é o melhor Festival de Folclore de Portugal.


sábado, 15 de agosto de 2009

XXV FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES

Ele aí está!
Cheio de vida, cor, alegria e juventude: O XXV FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES. O melhor festival de sempre, na opinião dos dirigentes do COFIT, entidade que o organiza.
Tendo em conta os grupos estrangeiros que nele participam, e que ontem desfilaram pela rua da Sé, novamente ornada com uma moldura humana notável, as expectativas são elevadas para o espectáculo de encerramento que hoje terá lugar na monumental de Angra do Heroísmo. E se o festival fosse apenas o encerramento poderia, desde já e em antecipação, estar de acordo com a organização na classificação que dele fazem. Mas o Festival não é só o seu encerramento (e ainda bem).
De todas as outras iniciativas que enriquecem este Festival quero destacar a Feira de Artesanato e Sabores Tradicionais que em boa hora e desde há alguns anos a esta parte se tem realizado. Uma aposta ganha desde o seu início pela envolvência e pela animação que traz ao coração da cidade durante uma semana. É aqui que os Grupos locais têm a possibilidade de se exibirem e de mostrarem aos de casa, mas sobretudo aos de fora, o resultado do trabalho que efectuam ao longo do ano e, no seu conjunto, darem uma imagem da qualidade, ou falta dela, do "folclore" que por aqui se faz. E é aqui que entro em desacordo com a avaliação previamente anunciada e bastante protelada feita pela organização do Festival.
Se esta Feira é parte integrante do Festival e se existem parâmetros de qualidade objectivos que permitem à organização classificar os grupos que vêem de fora de bom ou de mau, então esses mesmos critérios deviam ser utilizados para os Grupos locais.
É lamentável a qualidade que alguns dos nossos Grupos exibem. A imagem que dão é tão má que envergonham todos aqueles que, nos seus Grupos, trabalham para se apresentarem de forma a dignificar aquilo que se dizem representar.
Este modelo de “tudo ao molhe e fé em Deus” tem de ser revisto, custe o que custar.
O COFIT e o Festival Internacional de Folclore dos Açores não podem sair prejudicados na sua avaliação pela actuação menos digna dos nossos Grupos.
Mas também, e por isso, cabe-lhe a ingrata missão de os seleccionar.
Para bem de todos mas com evidentes benefícios para os grupos e, obviamente, para o Maior Festival de Folclore dos Açores.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

XXIV FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES


A grande festa do folclore está de volta aos Açores. Desta feita com o carimbo oficial do CIOF. O cartaz promete: 8 grupos internacionais representantes da República Checa, Colômbia, França, Hungria, Itália, Polónia, Sérvia e Espanha; 4 nacionais: Grupo Típico de Ançã, Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arcena, Rancho de Folclore e Etnografia "Os Ceifeiros da Bemposta" e, em representação da Região Autónoma, o Grupo Folclórico e Etnográfico "Ilha Morena" da Ilha do Pico.

A realização de um festival com esta envergadura numa região isolada no meio do Atlântico só é possível com muito trabalho da entidade organizadora - o COFIT que este ano comemora as bodas de prata -, dos seus colaboradores e, não menos importante, com o apoio indispensável de organismos oficiais e privados.

Faço votos para que, mais uma vez, o Festival seja um êxito e volte a ser considerado, por isso, de "O Melhor Festival de Folclore de Portugal".

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

O COFIT E O FESTIVAL INTERNACIONAL DE FOLCLORE DOS AÇORES

Teve lugar no passado dia 18 de Agosto o espectáculo de encerramento do maior Festival de Folclore dos Açores, organizado pelo COFIT – Comité Organizador de Festivais da Ilha Terceira. A Praça Velha, cenário escolhido pelo terceiro ano consecutivo pela actual estrutura directiva do Festival, encheu-se de gente - mais de 1500 pessoas no dizer dos seus responsáveis - que, numa demonstração de apetência para este tipo de eventos, não regateou aplausos aos doze Grupos participantes.
Depois de alguns anos mais ou menos conturbados e de indefinições, em que as sucessivas direcções do Comité não puderam ou não souberam dar sequência aos bons auspícios dos primeiros anos, é de toda a justiça realçar e aplaudir o trabalho dos seus actuais responsáveis.
A questão fundamental é perceber como é que um festival de folclore nascido e criado no meio do Atlântico, nos Açores, contra todos os condicionalismos por demais conhecidos, conseguiu (com altos e baixos, é certo) sobreviver e, prestes a completar um quarto de século, demonstrar tamanha pujança. Esta questão é tão mais pertinente quando temos notícia de inúmeros festivais no continente, alguns deles carismáticos, que se vão afogando na sua própria saliva.
Claro que um empreendimento com a dimensão do evento deste ano não acontece do nada: tem atrás de si uma história, uma longa história, ela própria mais antiga do que o próprio festival.
Com efeito de 1 a 29 de Agosto de 1981 decorreram em Angra do Heroísmo, no Jardim Duque da Terceira, as “Primeiras Jornadas de Folclore da Ilha Terceira”, organizadas pelo realizador do programa “Nocturno 81” do Rádio Clube de Angra João Manuel Aranda e Silva. Neste evento participaram os Grupos Folclóricos Terceirenses: Doze Ribeiras, de Balhos e Cantares, Os Bravos, Canção Regional Terceirense e Sapateia Açoriana.
Sobre este acontecimento a imprensa escrita de então refere: “Foram enfim, jornadas que encheram de povo o jardim. Que agradaram a todos e até especialmente no último sábado – aos estrangeiros que por aqui passaram. A julgar pela opinião de todos os grupos é uma iniciativa a dar seguimento. E até porque não o embrião de um futuro festival de folclore?...” (DI de 1 de Set. de 1981).
No ano seguinte “Mais de duas mil e quinhentas pessoas encheram… a Praça de Touros de S. João, onde assistiram ao encerramento das Segundas jornadas Folclóricas Verão 82,… Em jeito de conclusão, merecem nota máxima estas jornadas. Porque se destinam a preservar a cultura popular e a aproximar o povo. …” (DI 24 de Agosto de 1982).
Depois do sucesso alcançado com estas Jornadas, embrião do Festival Internacional de Folclore dos Açores, manifestado sobretudo pela aderência popular, não era difícil adivinhar que este projecto, que crescia de audácia na mesma medida do entusiasmo dos seus colaboradores, tinha pernas para andar.
Porquê?
Porque o seu fundador e primeiro impulsionador, Aranda e Silva sugeria já uma estrutura básica e uma orgânica alicerçada em 5 aspectos fundamentais: 1- tinha objectivos; 2- percebia-se já uma organização directiva funcional; 3- tinha definido uma data de referência – 15 de Agosto – em torno da qual se construía todo o programa; 4- tinha em atenção questões de pormenor, tais como as condições de palco, de som, de cenário, etc; 5- tinha espírito crítico e de análise.
Por outro lado soube cultivar a ideia de que este seria o Festival de Folclore por excelência de todos os Grupos da Ilha, evitando-se assim a proliferação, vulgarização e a banalização dos festivais. Esse entendimento, que perdurou entre nós até há bem pouco tempo, não só conseguiu aquele objectivo como também concentrou nele todos os esforços e disponibilidades que fluíam dos próprios Grupos.

As expectativas criadas o ano passado e reforçadas com as deste ano de 2007, elevaram para bem mais alto a fasquia do Festival do próximo ano.
A eminente inclusão do Festival na lista do CIOF, batalha travada arduamente pela actual estrutura directiva do COFIT, vem dar outra responsabilidade aos seus organizadores. A concretizar-se, esta inclusão acontece por mérito próprio e não a troco de qualquer favor
O que queremos e fazemos votos é que, apesar das mudanças directivas que se irão verificar no COFIT num futuro próximo por via de eleições que estão marcadas para o fim deste ano, o próximo Festival Internacional de Folclore dos Açores mantenha a qualidade conseguida nos últimos três anos e continue a ser, (porque não dizê-lo?), “O Maior Festival de Folclore dos Açores" http://www.youtube.com/watch?v=2WNWgvPLhC8&eurl