quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
CANTAR OS REIS
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
CANTAR OS REIS
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
III NOITE DA ALCATRA
Um verdadeiro desfile de sabores e um desafio à imaginação popular numa recreação do ícone da gastronomia açoriana:
"Alcatra" de carne, peixe, coelho, feijão, favas e couves.
Para fazer cama será servido um "Caldo verde" e a para arrematar uma suculenta "Salada de fruta". É claro que tudo acompanhado com um bom vinho, sumo e água.
Para não esquecer: dia 22 de Outubro, pelas 20h00 no Salão da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo em S. Carlos.
Por pessoa - 12.50€.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
XX FESTA DA VINHA E DO VINHO DOS BISCOITOS
PROGRAMA
Sexta-Feira, 2 de Setembro de 2011
-21h00 - Colóquio “A Saúde e o Vinho” pela Dra. Cláudia Meneses (nutricionista).
Seguir-se-á um “Biscoitos d’Honra” com o patrocínio da Casa Agrícola Brum e Animação Musical.
Sábado, 3 de Setembro de 2011
“Vamos vindimar”
-14h30 – Saída do Museu do Vinho para a vinha;
-15h30 – Carregamento das uvas e regresso ao Museu do Vinho;
-16h00 – Pisa das uvas;
-16h30 – Bênção e prova do mosto;
-17h00 – Jantar dos Vindimadores;
-18h00–Baile e animação musical.
Confecção do Jantar, Baile e Animação Musical a cargo do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense.
NOTA : A entrada no recinto do “Jantar dos Vindimadores” será permitida apenas a quem possuir uma taladeira (peça de barro que estará à venda no local).
Uma óptima sugestão para o primeiro fim de semana de Setembro.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
XX FESTA DA VINHA E DO VINHO DOS BISCOITOS
sábado, 19 de junho de 2010
ANGRA JÓIA DO MUNDO
Relicário com ametista
Meu pingente de opala
És cruz de pôr ao peito
Diadema de esmeralda
Minha medalha de âmbar
Meu bracelete de turquesa
Pulseira de jade e jaspe
És grinalda de princesa
És meu brinco de orelha
Pérola do meu colar
És a pedra que enfeita
O meu anel de noivar
És botão do meu punho
És fio de ouro e prata
És rubi do meu relógio
Meu alfinete de gravata
És capa real ornada
Com pedras de azeviche
És coroa de imperador
Ceptro de imperatriz
Tuas ruas são safiras
Tuas casas são brilhantes
Teus monumentos topázios
Tuas gentes diamantes
Ó Angra, és uma jóia
Que trago na minha mão
Para dar a toda a gente
Em noite de S. João
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A NOSSA MARCHA É LINDA!
Mais uma vez o "nosso" poeta teve o condão de construir uma letra com várias alusões às "modas" do folclore terceirense que constituem o "baile direito" e, como corolário e em perfeita consonância com o tema das festas, eleva a "VIOLA DA TERCEIRA" a "JÓIA DO MUNDO".
Aqui vai a letra
Refrão
Angra que brilha
marchando a compasso
a gente da ilha
vem ao teu regaço
as nossas cantigas
que são tradição
são joías antigas
do teu S. João
A dançar a "doce esperança"
Nos "braços" da maré cheia
Trazemos a nossa herança
Onde a história se passeia
"S. Macaio" naufragou
Pelos "mares" do "meu bem"
Só a "saudade" ficou
Nestes "bravos" de ninguém
O nosso "baile direito"
Dançado em chão de poesia
E o cantador a seu jeito
Vai rimando a nostalgia
Tocada à luz da fogueira
Com sentimento profundo
A "viola da Terceira"
É também joía do mundo
Para os mais distraídos o Xico Batata foi, pelo segundo ano consecutivo, o vencedor do concurso da marcha oficial das Sanjoaninas.
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terça-feira, 15 de junho de 2010
FESTAS "BATISTINAS"

Além dos banhos milagrosos, fogueiras, perfumes, canções, romarias, preces e sortilégios, com que o povo costumava comemorar estas datas, tanto em Angra como na Vila da Praia realizavam-se as festas “batistinas” com a mesma pompa.
Em praças improvisadas, nos largos mais centrais das localidades, realizavam-se as “cavalhadas”, as justas, os torneios, os jogos e as danças variadas e caprichosas, e as touradas, em que se chegaram a matar touros, segundo o uso de Espanha, talvez por influência da dominação filipina, que nos alvores do século XVII exerceu natural predomínio nos costumes portugueses.
Para as festas de carácter religioso se edificou, na esquina da Rua de S. João, no prédio onde hoje existe a firma Vidal & C.a, Sues., uma pequena capela, devotada ao venerando patrono dos fidalgos portugueses, S. João Baptista, por iniciativa de João Vieira, o Velho, ao tempo presidente do Senado Terceirense.
"Demorando um primeiro andar “sobradado”—diz o historiador Pinheiro Chagas, — era esta capela devassada da porta da rua, a que passou a dar-se o nome do santo, por um arco de volta inteira, enquanto que pela banda da Rua da Sé, (hoje Rua da República), era vista por outro arco de iguais dimensões. De ambas as ruas, pois, se observava o altar, que se erguia no fundo, ou ponto mais oriental deste pequenino edifício religioso, onde por alguns séculos tão festejado foi o filho do incrédulo Zacarias, o preclaro precursor do Divino "Agnus Dei,,.
Tão aparatosas se faziam as festas “batistinas” na Ilha Terceira, que o jornal de Lisboa, A Nação, de 5 de Janeiro de 1681, se lhe referiu nestes termos:
"Admiraram-se os forasteiros que então se achavam em Angra, em tal forma, que disseram a voz pública que não poderia ser crido em parte nenhuma do mundo a muita riqueza que possuía em si a cidade de Angra; e não faltavam alguns que foram de opinião se não havia mostrar aqueles tão grandes cabedais com tanta publicidade em terra onde residiam moradores tantos estrangeiros de várias e diversas nações e ainda em tempos de inimigos tão poderosos como eram os castelhanos,,.
Embora com menor número de diversões — entre as quais avultava a espera de gado bravo que atravessava as ruas da cidade – ainda há poucos anos se realizavam em Angra, as Festas de S. João.
Acabaram, infelizmente, por desaparecer, sendo de esperar que venham a reviver, ainda este ano."
segunda-feira, 31 de maio de 2010
A MULHER E A MODA
A moda destrói a beleza e destrói o espírito. Um caixeiro desenha a lápis, em Paris, um certo chapéu um certo corpete, umas certas mangas — e todas, magras e gordas, as louras e as trigueiras, as altas e as pequeninas, se introduzem, se alojam, se enfiam naquele molde, sem se preocuparem se o seu corpo, a sua cor, o seu perfil, a sua altura, o seu peito, condizem, harmoniza, vão bem com o molde decretado e chegado pelo correio. Abandonando-se servilmente ao figurino, abdicam a sua originalidade, o seu gosto. Aceitam uma banalidade em seda — e um lugar comum com folhos. Uma senhora que não inventa e não cria os seus vestidos — é como um escritor que não acha e não inventa as suas ideias. Ter a toilette do figurino é fazer como os merceeiros que têm a opinião da sua gazeta. Desabitua o espírito da invenção, da espontaneidade, da liberdade. É uma confissão tácita de que não tem espírito, nem fantasia. Seguir um figurino é aprender a elegância de cor, para ir recitar na rua; é o ter o gosto que se recebeu de encomenda; é alugar o chic ao mês; é mandar vir as ideias pelo correio; é o bom-tom por assinatura.Que falta de espírito! e os maridos pagam-no.
Eça de Queiroz
sexta-feira, 28 de maio de 2010
A LIÇÃO
foto roubada a "Bagos d'Uva"O Grupo Folclórico Fontes da Nossa Ilha – GFFNI- completou, recentemente, 25 anos de actividade, comemorando assim as suas “bodas de prata”.
Se a efeméride se tivesse resumido à simples lembrança da data, com uma palestra, um comes e bebes da praxe e um artigo para os jornais com uma foto do grupo, sobejaria a palavra “parabéns” e eventualmente os desejos de “outros tantos anos de vida”. Mas o que aconteceu obriga-nos, por uma questão de justiça e pudor, a dizer mais duas ou três palavras.
Logo a primeira com um pedido de desculpas pelo facto de, e apesar de atempadamente ter-mos recebido convite para participar na festa do Divino Espírito Santo de 16 a 23 de Maio, imperativos que não interessam aqui, impediram-nos de estar presentes. Certamente que ficamos nós a perder.
Confesso que as expectativas criadas não eram, também, muito elevadas e, excepção feita às duas palestras agendadas, primeiro pela matéria e, sobretudo, pelo orador Padre Hélder, estudioso e profundo conhecedor da temática do Espírito Santo, o restante, pensava-mos nós, seria igual a tantas outras mordomias e “brianças” para as quais temos sido convidados.
Diariamente, mercê de um trabalho (excelente, diga-se) de informação que nos foi proporcionado de forma apaixonada pelo blog “Bagos d’Uva”, que fez o acompanhamento de todos os momentos desta semana especial, fomos tendo a percepção que afinal estávamos enganados.
O que o GFFNI se propunha fazer era, afinal, muito mais do que preencher uma semana com uma mordomia banal.
O que o GFFNI se propunha fazer, e estava fazendo com o envolvimento e orgulho da comunidade onde está inserido, era trazer de volta aos olhos de todos, os verdadeiros valores da Festa e a beleza de todo o cerimonial, fazendo de cada pormenor o seu ponto alto.
O que o GFFNI se propunha fazer, e estava fazendo era, afinal, trocar o trabalho fácil de fazer a Festa “comprando tudo feito” por muito trabalho feito com muito saber, amor e paixão.
O que o GFFNI se propunha fazer e estava fazendo a cada dia que passava, era mostrar a todos que a Festa, a autentica, é ainda possível com toda a sua riqueza cerimonial e com a preservação de todos os seus valores.
A dignidade posta em cada uma dos momentos da Festa foi sinónima do respeito pela sua simbologia: desde o receber as “insígnias”, a sua colocação em lugar previamente decorado, o terço participado, a abundância e apresentação da “mesa” para as visitas, o ir buscar o vinho, o preparar as flores para os bezerros, a folia que culmina com a bênção do gado pelos seus criadores, a “amassadura” e cozedura do pão e da “massa”, a ceia dos criadores, a partilha permanente, e entreajuda espontânea, a alegria saudável, as sopas, a organização do cortejo da “coroação”, com a entrega das “insígnias” com as devidas distinções, a cerimónia da “coroação”, o bodo, o pão, o vinho, o regresso, a entrega de esmolas, a função, o regresso ao “império”, o arraial, enfim, tudo o que o GFFNI se propôs fazer, fê-lo como deve ser feito e provou, assim, que pode ser feito sem ter que se recorrer aos efeitos perniciosos de uma representação “folclórica”.
O que o GFFNI fez, sem grandes alaridos e parangonas, foi dar uma lição de como se deve trabalhar e dinamizar a cultura popular, evitando a todo o custo a sua “folclorização”.
O “folclore” é um fóssil da cultura popular (que o Divino Espírito Santo me proteja!).
O que nós sempre defendemos, e por vezes de uma forma solitária, é uma cultura popular viva, em que todos se revejam e se identifiquem com ela, sem adereços de faz de conta, sem medos de parecer fora de moda, num esforço permanente de a alimentar com o nosso empenho desinteressado, utilizando-a em nosso proveito e prazer sem a desvirtuar, partilhando-a sem preconceitos e deixando-a orgulhosamente como uma herança digna e apetecível aos nossos vindouros.
O que o GFFNI fez durante a semana de 16 a 23 de Maio de 2010 foi, com muita humildade, dar o seu contributo.
Que todos saibam, ao menos, tirar o proveito desta eloquente Lição!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O JUDEU ERRANTE

Conheci-o velho embora só muitos anos depois tivesse morrido de velhice.
Era um homem alto mas, curvado como andava por mor da habituação ao cabo da enchada, parecia de estatura mediana. Por baixo da barba, sempre por fazer, adivinhava-se o rasto do tempo.
Dava dias para fora.
A voz rouca e cavernosa impunha respeito.
Tinha feito a tropa no castelo como cozinheiro, onde conheceu muita gente das outras ilhas e até do continente. Uma passagem, embora fugaz, a trabalhar na "base" permitiu-lhe conhecer gente vinda do outro lado do mundo.
As histórias que contava, algumas reais, tinham sempre um enquadramento misterioso.
A figura do Tio Chico S. Miguel sugeria-me a do Judeu Errante que, a acreditar na sua convicção, ainda anda por aí.
Jurava mesmo já ter ouvido o barulho das suas pesadas botas: - "O fogo me pegue se isto não é verdade!"
" Um sapateiro de Jerusalém, chamado Ahasverus, estava na sua tenda trabalhando quando Jesus passou à sua porta a caminho do calvário. Deixou o que estava a fazer, veio para a rua e, juntando-se aqueles que insultavam Cristo, gritou: - "Vai! Vai-te embora daqui!" Jesus olhou para ele e sentenciou: - "Eu vou! Mas tu ficarás até minha volta!" E Ahasverus ficou, até hoje, errando pelo mundo, sem caminho certo, sem morrer, sem descanso, esperando a volta do Senhor."
O Judeu Errante é um velho alto e magro, andrajoso, com barba e cabelos compridos, que aparece durante a Quinta-Feira Maior e a Sexta-Feira da Paixão quando se celebra a morte de Jesus.
Hoje, sem querer, dei comigo a cismar com ele.
quarta-feira, 31 de março de 2010
DITADOS DE ABRIL
Abril só ser ruim
Abril frio:
Muito pão
Pouco vinho
Frio de Abril
Nas pedras vai ferir.
Altas ou baixas
Em Abril vêm as Páscoas
Não é cada dia
Páscoa nem vindima
Não há Entrudo sem lua nova
Nem Páscoa sem lua cheia
Em Abril
Guarda o gado
E vai onde tens de ir
O TEMPO
No tempo em que não havia rádio, televisão, serviços de metereologia e de protecção civil; em que a palavra "windguru" poderia ser ofensiva; em que o meu irmão Eduardo ainda nem sonhava com o projecto "climaat" nas suas brincadeiras de cientista; em que o "tempo" era assim porque Deus o mandava e era preciso não O ofender para não vir castigo; em que era natural chover no inverno e fazer sol no verão; nesse tempo o "tempo" era previsível de forma individual.
Aqueles que podiam, faziam-no pelo barómetro aneróide:
Abaixo de 736 milímetros: tempestade; de 736 a 745 milímetros: muita chuva; de 745 a 754 milímetros: chuva ou vento; de 754 a 763 milímetros: variável; de 763 a 772 milímetros: bom tempo; de 772 para cima: muito bom e seco
N, B. — A numeração nos mostradoras dos aneróides vem marcada em centímetros: assim é que 76 = 760 milímetros. Devem ser regulados de tempos a tempos por um de Tortin, para o que têm um parafuso especial. Se o ponteiro sobe ou desce lentamente, indica que mudança do tempo será durável e que será de pouca duração no caso de saltos bruscos.
Os outros pelo estado do céu
- Céu azul-claro e brilhante indica bom tempo.
- Amarelo ao pôr-do-sol anuncia chuva.
- Nuvens cor-de-rosa ou céu brumoso ao nascer do Sol, anunciam bom tempo.
- Nuvens vermelhas de madrugada, amarelas e brilhantes ao ocaso indicam vento ou chuva.
- Os “cirrus”, anunciam e precedem a mudança de tempo.Se são muitos e se duram por alguns dias os “cirrus” produzem borrasca.
- Os “cúmulos” permanecendo todo o dia, indicam chuva ou tempestade.
- Os “cúmulos-stractos”, a oeste no horizonte, quando o céu está encoberto, produzem bom tempo.
- Os“nimbos” indicam chuva.
- Nevoeiro sombrio anuncia chuva; nevoeiro transparente revela bom tempo.
Outros tempos!
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sexta-feira, 26 de março de 2010
O CASAMENTO DA FILHA DA GALINHA

Diz o galo
para a galinha:
-Vamos casar
A nossa filhinha
- A nossa filhinha
casada está
o enxoval
de onde virá?
Diz a aranha,
qua está no aranhal,
que está pronta
para dar o enxoval
- O enxoval
já nós temos cá;
o padrinho
de onde virá?
Diz o rato,
que está no buraquinho,
que está pronto
para ser o padrinho,
- O padrinho
já nós temos cá;
a madrinha
de onde virá?
Diz a cabra,
que estava na vinha
que está pronta
para ser a madrinha.
- A madrinha
já nós temos cá
a dançarina
de onde virá?
Diz a mosca,
que anda no ar,
que está pronta
para dançar.
- A dançarina
já nós temos cá;
o gaiteiro
de onde virá?
Diz o burro,
que está no palheiro,
que está pronto
para ser o gaiteiro
- O gaiteiro
Já nós temos cá;
o casamento
vai-se fazer já.
quarta-feira, 17 de março de 2010
... MAS QUE AS HÁ, HÁ!
DIA DE CHUVA DIA DE PANCADAS
em que a cada estrofe nos era apontado o dedo indicador do mandante.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
PRESO POR TER CÃO...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
CINQUENTA COISAS PERIGOSAS e a minha navalhinha
Um livro, recentemente lançado nos Estados Unidos da América, defende que existem, pelo menos, cinquenta coisas "perigosas" que devemos deixar as crianças fazerem. Lamber uma pilha electrica, brincar com fósforos, agulhas ou facas são apenas algumas das liberdades que agora se "descriminaliza". Claro que sempre com a supervisão de um adulto pois que o objectivo não é pôr em causa a segurança da criança, mas antes deixá-la passar por experiências que contribuam para a sua aprendizagem e desenvolvimento.As brincadeiras eram autenticas aulas práticas multi-disciplinares (ou atelier´s como hoje se diz ).
Isto traz-me à lembrança uma das primeiras prendas que me recordo de ter recebido do "Menino Jesus": uma "navalhinha"! Isso mesmo: uma "navalhinha"!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
CANDEIAS
Nossa Senhora da Luz, da Candelária, das Candeias, das Estrelas ou da Purificação são títulos pelos quais o mundo católico evoca a purificação de Nossa Senhora, cuja celebração ocorre a 2 de Fevereiro, encerrando-se assim o ciclo do Natal.Com base na evocação deste acontecimento nasceu a festa de Nossa Senhora da Purificação; do cântico de São Simeão (conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: o Nunc dimittis), que promete que Jesus será a luz que irá aclarar os gentios, nasce o culto em torno de Nossa Senhora da Luz/das Candeias/da Candelária/das Estrelas, cujas festas eram geralmente celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o facto.
“Hua procissão se faz em dia da purificação da Virgem nossa Senhora, a qual se chama das candêas, porque em esse dia se benzem, & levam em a procissão. Sancto Agostinho, o venerável Beda, Innocencio terceiro, & outros, dizem, que a causa porque a Igreja ordenou a festa da purificação com candêas accezas, foy pera desterrar o antigo ritu dos Gentios, os quais festejavam com muitas luminarias ao Deos Februo a quem tinham dedicado o mês de Fevereiro, & quis a Igreja que o que se fazia a um Deos falso, se fizesse, com toda a rezão, ao Deos verdadeiro”.
Nesse dia recordava-se o sofrimento da Deusa Ceres, mãe das colheitas, quando Proserpina, filha de Ceres e Júpiter (Zeus) foi levada para o Inferno por Plutão (Hades) para companheira dele. Ceres, furiosa, impediu que as colheitas crescessem nesse ano. Zeus conseguiu negociar com Hades a sua libertação. O regresso de Proserpina ao mundo dos Deuses marcou a chegada da Primavera e o calendário Romano passou, desde então, a ter quatro estações.


