
Aliás foi esta a escola onde todos nós andamos quando brincar era uma coisa séria.
Brincar era muito mais do que uma atividade lúdica. A brincar divertiamo-nos, é certo, mas também recriava-mos, interpretava-mos e relacionávamo-nos com o mundo à nossa volta.
As brincadeiras eram autenticas aulas práticas multi-disciplinares (ou atelier´s como hoje se diz ).
As brincadeiras eram autenticas aulas práticas multi-disciplinares (ou atelier´s como hoje se diz ).
Quase todos os nossos brinquedos eram "fabricados" por nós.
Isto traz-me à lembrança uma das primeiras prendas que me recordo de ter recebido do "Menino Jesus": uma "navalhinha"! Isso mesmo: uma "navalhinha"!
Isto traz-me à lembrança uma das primeiras prendas que me recordo de ter recebido do "Menino Jesus": uma "navalhinha"! Isso mesmo: uma "navalhinha"!
Com ela, a partir de então, pude construir todo o meu mundo: os meus bois de soco de milho com a respectiva canga e as restantes alfaias agricolas; as gaitas de cana que compunham os vários naipes da nossa "filarmónica"; a "atiradeira" com a qual afugentáva-mos os "melros" das colheitas; as peças para armar o "setil"; os papagaios que lancáva-mos em dias de vento; os moínhos "espanta melros" feitos de cana talhada; os "rodeiros"... e tantos outros!
Com a minha "navalhinha" aprendi a dor de um golpe. Por essa via, o seu manuseamento e os cuidados a ter com os objectos cortantes mesmo sem livro de instruções nem supervisão de adultos.
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